sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O grande desGoverno

Hoje, 14 de Janeiro, dei por mim a pensar nas virtudes do nosso actual desGoverno, em especial, na sua preocupação com o nosso bem estar. Vejamos;
É sabido que o desporto faz bem à saúde, e é também sabido que os portugueses estão cada vez mais comodistas e sedentários. O nosso desGoverno esta preocupado com esta situação, e decidiu ajudar-nos, aumentou os combustíveis e o IVA destes procurando assim incentivar as caminhadas e o uso de bicicletas, tudo para bem da nossa saúde.
Ainda a pensar na saúde outra medida importante. Foi há pouco tempo notícia, o enorme consumo de medicamentos e o grande risco de auto medicação que caracteriza a nossa sociedade, tendo esta preocupação no horizonte e procurando assim reduzir os riscos para a saúde publica, o desGoverno, decidiu aumentar os medicamentos e cortar nas suas comparticipações, tudo a bem da nossa saúde.
Mais uma medida que demonstra a preocupação do desGoverno com a nossa qualidade de vida, é o aumento generalizado dos produtos alimentares devido ao IVA e outros, esta é mais uma medida a pensar no combate à obesidade, os portugueses estão a ficar mais pesados, há que os ajudar a emagrecer, assim, incentivando a redução do consumo de produtos alimentares, pois não os podemos pagar, o desGoverno promove o aumento da nossa qualidade de vida e reduz a incidência de problemas cardíacos.
A subida da electricidade é também uma medida promovida pelo desGoverno para nos retirar dos sofás, deixem de estar em casa a ver televisão e façam caminhadas em família, assim, poupam na conta e ganham saúde.
Vá, quem é que agora tem coragem de dizer que este desGoverno não pensa em nós? Quem?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Coisas de vida!

Há dias estranhos.
Hoje vivi um dos mais estranhos dias da minha vida, um dia onde a morte e a vida se cruzaram de uma forma ironicamente cruel.
Pela manhã foi surpreendido pela necessidade homenagear a morte, a informação de que uma pessoa das minhas relações se havia despedido desta existência os 53 anos de idade, fez-me deslocar a sua casa para prestar essa última homenagem aos seus descendentes. À tarde, festejei a vida, o meu afilhado comemorou o seu oitavo aniversário.
Num só dia vivi de perto os dois mais importantes fenómenos da vida, a festa no nascimento e a despedida na morte.
A vida não é mais que o intervalo entre estes dois momentos,  por vezes, fazemos tantas coisas estranhas com esse tempo, que nos esquecemos do que é verdadeiramente importante, Viver!
Um dia estranho sem dúvida, um dia diferente, mas que me fez perceber como a vida é irónica e doce, tão depressa festejamos como de seguida choramos, mas isto é sem duvida a prova de que estamos vivos. Porquê desperdiçar estes momentos, os breves momentos da nossa existência, a pensar no que foi, no que será ou no que nunca será... devemos aproveitar para viver e viver e viver......no fim, só isso conta......